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Utilize o 13º salário com inteligência

Enfim chegou dezembro! E com ele os gastos com as festas de final de ano, confraternizações, presentes etc. Por outro lado, é a época de a conta ficar um pouco mais recheada com o 13º salário.

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o 13º salário não é um benefício, mas sim um direito conquistado pela luta dos trabalhadores e remunera  as semanas sobressalentes que não entram no cálculo do salário mensal.  O ano tem 52 semanas, no entanto, 12 meses de quatro semanas dão um total de 48 semanas. Logo, essas quatro semanas que faltam é, justamente, o acerto que o décimo terceiro salário corrige.

Uma vez sabendo que esse dinheirinho “extra” não caiu do céu e é fruto do seu trabalho, valorize-o ainda mais e administre da melhor forma para começar 2020 com o pé direito. A regrinha básica para fazer isso seria, primeiramente, quitar dívidas cujos juros consomem mais rapidamente as suas economias, tais como: cartões de crédito, cheques especiais etc.

Embora a dica não seja a opção mais prazerosa, ela é, sem dúvida, a mais sensata e produzirá ganhos progressivos ao longo do ano por dar uma afrouxada na “corda que estava no pescoço”. Vale lembrar que, ao quitar ou minimizar essas dívidas, não é aconselhável entrar nelas novamente. Afinal, o ano já se inicia com as mesmas contas de sempre: IPVA, IPTU, matrícula de escola e compra de materiais. Portanto, todo cuidado é pouco.

Para os mais controlados, é hora de aproveitar e investir uma parte desse capital. Embora poupança e renda fixa não estejam com taxas interessantes, elas tendem a recompor as perdas da inflação. Para os mais ousados, as aplicações em renda variável são atrativas e existem os diversos perfis, desde o moderado ao mais arrojado. Converse com o seu gerente bancário e prepare-se para as emoções do mercado financeiro.

Investir em si mesmo também é uma dica de ouro. Afinal, só nós sabemos o quanto batalhamos e como novos horizontes podem ajudar a engordar os próximos salários. Aquele curso técnico, língua estrangeira, pós-graduação ou até mesmo o mestrado e doutorado que estavam faltando podem ganhar um empurrãozinho com esse recurso e impulsionar ainda mais a sua carreira. Pense nisso!

Por fim, uma dica difícil de se colocar em prática por quebrar paradigmas, mas capaz de proporcionar uma grande economia: dezembro é o mês mais caro no comércio, justamente pela injeção do recurso extra do 13º salário e pela euforia das festas natalinas. Que tal adiar a compra da TV ou do celular novo e até mesmo os presentes de Natal para janeiro?  Se você conseguir essa proeza, estará economizando, em alguns casos, até mais de 50%.  Talvez uma ceia em pleno janeiro não seja uma má ideia, pois até os produtos natalinos no mercado caem pela metade do preço.

Pense nisso!  Afinal, o Natal é tempo de reflexão e propósito. Comemorações e presentes, podemos definir conforme couber no bolso.

Artigo de Alexandre Batista (economista com especialização em Finanças Corporativa e Psicopedagogia).

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