Esportes e Ecoturismo

Jacarepaguá: história, luta e progresso

O extenso bairro da zona oeste fica situado entre os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, sendo o quinto bairro mais populoso da cidade, com mais de 700 mil habitantes, ficando atrás apenas de Campo Grande, Bangu, Santa Cruz e Realengo.

Quem vê a região hoje, não consegue imaginar que ela possuía o maior número de engenhos de açúcar na época colonial e manteve essa característica agrícola até o século 20. A área produzia grande parte dos produtos hortifrutigranjeiros consumidos na cidade, que era a capital do País na época.

O bairro começou a se transformar radicalmente a partir da década de 1970, com a instalação de indústrias e habitações. Isso alterou tanto sua composição geográfica, quanto populacional. O local passou a unir em seu território natureza e grandes construções, tornando-se um dos mais valorizados da cidade.

O expressivo aumento populacional gerou a necessidade de atender seus habitantes em aspectos, como, saúde, educação, entretenimento e transportes. Foram instalados hospitais, escolas, centros culturais, ônibus e BRTs. Isso sem contar a implantação da Linha Amarela e da Transolímpica, que têm como objetivo garantir maior agilidade no transporte para outros bairros.

Mas nem tudo transcorre as “mil maravilhas” em Jacarepaguá. A falta de conscientização da população e o descaso do Poder Público fazem com que muitas coisas fiquem à deriva. Um dos exemplos é a poluição do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, devido ao lançamento do esgoto doméstico vindo de construções irregulares e até mesmo de construtoras.

Outro problema é a intensa retirada de árvores devido ao crescimento imobiliário, transformando a extensa área verde nas chamadas “ilhas de calor” (áreas com temperaturas elevadas decorrentes da urbanização). Mesmo apesar do descaso, a situação ambiental do bairro ainda permanece em nível confortável, se comparada a outras regiões da cidade.

Autódromo de Jacarepaguá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cine Baronesa (direita) e Igreja Nossa Senhora da Peña (esquerda)

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