Category: Esportes e Ecoturismo

Academia da Terceira Idade da Praça Seca

A Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV) inaugurou na Praça Seca, a Academia da Terceira Idade (ATI), que funciona em dois períodos: das 7 às 10 e das 16 às 19 horas, de segunda à sexta-feira. Os moradores com mais de 60 anos podem participar de aulas supervisionadas por professores de educação física. Os frequentadores podem trabalhar a força e a flexibilidade, além de realizar atividades que ajudam a desenvolver a capacidade aeróbica, utilizando os 10 módulos de aparelhos. A academia funciona na junção das ruas Cândido Benício e Barão e Baronesa, na Praça Seca. Rosimere do Nascimento, moradora da Praça Seca, gostou da iniciativa e já se programou: ela reserva uma hora de sua manhã para praticar seus exercícios na academia. “Eu sempre fiz minhas caminhadas e agora com esses equipamentos à disposição, não podia deixar de participar. Só lamento a exposição dos aparelhos, pois vândalos podem danificá-los. O correto seria cercar a academia e abrir em horários específicos”, sugere.

Dicas de Trilhas – parte 2

Acompanhe as dicas de trilhas em Jacarepaguá do instrutor de escalada e guia de turismo Felipe Dallorto.

 

 

- Circuito das águas (PEPB) Núcleo Camorim

O Núcleo Camorim, por ser um local rico em mananciais, tornou-se famoso por seu potencial hídrico. Lá, também foram realizadas obras de infraestrutura e recuperação paisagística. Em seis de dezembro de 2002 foi inaugurado o novo prédio para abrigar a subsede do Parque e foram criadas áreas de lazer. O local recebeu sinalização interpretativa do sistema de captação e tratamento de água, recuperação paisagística e sinalização direcional.

Temas como: a poluição e a escassez das águas; a importância ecológica e econômica de um rio; a história das águas no parque e suas estações de captação podem ser abordados nesta Trilha.

O Circuito das Águas é um complexo de atrações como cachoeiras, açude e represas. O tempo médio da caminhada é de 20 minutos, numa extensão de 250km e com baixo nível de dificuldade.

 

 

- Pedra do Quilombo (PEPB) Núcleo Pau da Fome


Situado a767 metrosde altitude, esta caminhada tem início na sede principal do Parque Estadual da Pedra Branca na (Taquara). A caminhada começa leve, passando perto de córregos e antigas posses, onde até hoje é feita agricultura em pequena escala, como plantações de bananas, aipim e caqui. Após passar por um bananal, a trilha começa a entrar na mata, tornando-se mais inclinada, até chegar próxima ao cume onde há um pequeno trecho de escalaminhada (pequeno trecho que une escalada com caminhada) e necessidade de corda, para servir de corrimão. Trilha muito prazerosa de ser feita, apreciada por trekkers (são pessoas que apreciam e adotam a caminhada de montanha como esporte).

É uma caminhada moderada, com alguns trechos mais pesados e muito bonita, que revela trechos importantes da história da Baixada de Jacarepaguá, na época do antigo Barão da Taquara.

Não é aconselhável ir sozinho nestas caminhadas.

 

Informações:

Núcleo Pau-da-Fome: Estrada do Pau-da-Fome, 4003, Jacarepaguá.

Núcleo Camorim: Estrada do Camorim, 2118 – Camorim.

(publicado na Edição 29 do Jornal Nosso Bairro Jacarepaguá)

Com a chegada do feriado da Semana Santa, aproveite as opções de trilhas em Jacarepaguá

As dicas são do instrutor de escalada e guia de turismo Felipe Dallorto.

- Trilha Rio Grande (Parque Estadual da Pedra Branca PEPB) Núcleo Pau da Fome

 Entrando no Parque, podemos avistar logo adiante a famosa casa projetada por Zanini – arquiteto que ficou conhecido por suas casas perfeitamente integradas à natureza. Neste espaço foi montada uma exposição que destaca as riquezas naturais do Parque, como fauna, flora, água e rocha, elementos fundamentais para a compreensão da importância da conservação do maciço da Pedra Branca e de seus ecossistemas.

O percurso semicircular, de 800m de extensão da Trilha Rio Grande, é todo sinalizado e planejado para visitantes de todas as idades, principalmente para crianças. Criada após a reforma do Núcleo Pau da Fome, a trilha tem baixo nível de dificuldade e dura em média30 a40 minutos. As principais atrações são o aqueduto do século XIX, o recanto da Represa da Figueira, o recanto da Represa da Padaria, além de bromélias e árvores típicas da Mata Atlântica como o guapuruvu de 40m (utilizada pelos índios para fazer canoas) e o pau d’alho (cujo cheiro afugenta as cobras). Se tiver sorte, pode se avistar os bichos preguiças.

- Açude do Camorim (PEPB) Núcleo Camorim

Localizado dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, na maior floresta em área urbana do mundo, o Açude tem cerca de um quarto do tamanho da Lagoa Rodrigo de Freitas. A caminhada leva até o topo de uma cadeia montanhosa, a mais de400 metrosde altitude, onde se encontra o plácido lago formado pelo Açude do Camorim.

A trilha é considerada fácil, com grau de esforço físico médio. A subida leva mais ou menos 1h30 e durante o percurso encontram-se pisos de pedra ou terra e leitos de riachos. A chegada ao topo é impressionante: um belíssimo lago esquecido por entre as montanhas. O local é ideal para relaxar, meditar e repor as energias. No retorno, passamos pela Cachoeira do Camorim, com cerca de seis metros de altura, uma das mais lindas cachoeiras da cidade com águas puríssimas, onde podemos nos refrescar e trocar o stress pela energia da água. O banho no local é proibido, já que as águas abastecem a comunidade local.

OBS: Todas as caminhadas estão dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, no núcleo Camorim e Pau da Fome. Não é aconselhável ir sozinho nestas trilhas.

 

Informações:

Núcleo Pau-da-Fome: Estrada do Pau-da-Fome, 4003, Jacarepaguá.

Núcleo Camorim: Estrada do Camorim, 2118 – Camorim.

 

O texto foi publicado na edição 28 / dezembro de 2009

Um passeio por Jacarepaguá

É interessante que todos conheçam, historicamente, o bairro onde vivem.

Encontrarão um acervo monumental que dá a Jacarepaguá a primazia de ser, como bairro, o primeiro em pontos históricos do Rio de Janeiro, só cedendo a palma ao centro da cidade.

Confira as dicas dos locais que compõem a memória histórica da região.

Aqueduto e “Colônia Doutor Juliano Moreira”

No antigo Engenho Novo da Taquara – atual Instituto Municipal Juliano Moreira- existem as ruínas de um aqueduto edificado nos meados do século XVIII. Possui atualmente sete arcos de volta plena, sustentados por pilares muito robustos – há poucos anos restavam oito. No passado eram uns trinta e cinco. É a miniatura do aqueduto da Carioca – hoje conhecido como Arcos da Lapa. Servia para abastecer aquela propriedade com o precioso líquido, em uma época onde os recursos modernos ainda não existiam. A água trazida da represa que abastecia o engenho servia para o uso dos moradores e para fazer girar as moendas de cana na preparação do açúcar.

Igreja Nossa Senhora dos Remédios
A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, localizada no Instituto Municipal Juliano Moreira, é anterior a 1664. Sua reconstrução teve realização no século XIX. Seu pátio externo é muito estreito, próximo aos muros do portão de entrada do antigo Engenho Novo, outro nome com que foi conhecido. Missas aconteciam somente às sextas-feiras e domingos.

Casa Grande e Senzala
A casa grande e a senzala foram edificadas em 1654, porque era um terreno de terras devolutas, quando passou a ser um engenho.
Tanto a casa grande como a senzala estão cercadas por altas grades de arame, impedindo a entrada de visitantes, pois há risco de desabamento pela má conservação.
Olhando de fora, suas paredes retratam fatos característicos do século XVII.

Capela São Gonçalo de Amarante
Essa é outra sugestão para visitação. Situada à Estrada do Camorim, a Capela de São Gonçalo de Amarante, inaugurada em quatro de outubro de 1625, é toda original, apesar das reformas.
O Departamento do Patrimônio Histórico do Rio de Janeiro colocou um poste dando uma série de informações às pessoas que vão visitar a referida capela. Existe no poste um erro de registro: está escrito Capela de N. S. do Amarante. Comuniquei tal engano ao responsável que informou providenciar a correção do erro e até hoje o poste está lá com os dizeres: N. S. do Amarante.

Igreja Nossa Sra. do Monstserrat
Vargem Pequena sedia a Igreja de Nossa Senhora do Montserrat que tem como data de edificação o ano de 1766, quando a região pertencia aos padres do Mosteiro da Ordem de São Bento.
Foram esses monges que após receberem por testamento as terras do Engenho do Camorim de D. Victória de Sá, edificaram mais dois engenhos com os títulos de Vargem Pequena e Vargem Grande.
Esta capela, apesar de estar com o fundo do altar em péssimas condições, todo escorado com madeiramento de construção, vale à pena ser visitada, pois, transformou-se em 1710 como ponto de vigilância contra invasão marítima à cidade.

Igreja de Nossa Senhora de Loreto e Santo Antônio

 

Criada em seis de março de 1661, a Freguesia de Nossa Senhora de Loreto e Santo Antônio é a quarta do Rio de Janeiro. Seu primeiro pároco foi o padre Antônio de Almeida, que só iniciou os trabalhos em 1665. A criação da Freguesia é de 1661, porém, sua construção tem data de 1664, em terras do padre Manuel de Araújo. Não é a igreja primitiva. A anterior foi erguida em sítio próximo à atual, ou seja, onde está localizada a Escola cujo título é: “Casa Paroquial Nossa Senhora do Loreto”. O prédio da mesma pertence à igreja. A nova é do século XVIII – entre 1728 e 1742. Sofreu várias reformas desde sua edificação, tendo a última, em 1936 – já no século XX – modificado consideravelmente sua aparência.

Igreja de Nossa Senhora da Penna

Localizada em um penhasco de 160 metros de altura, na Freguesia, a Igreja de Nossa Senhora da Penna é um dos principais marcos históricos do bairro. É desconhecida a data da edificação dessa casa de orações, mas sabe-se, por pesquisas, ser anterior à de Nossa Senhora de Loreto e Santo Antônio que é de 1661. A festa de Nossa Senhora da Penna, que é padroeira de Jacarepaguá, é dia oito de setembro, um acontecimento muito prestigiado pela população, que sobe a ladeira para festejar.

Parque Pedra Branca



O Parque Estadual da Pedra Branca é considerado a maior floresta urbana do mundo. O parque abrange 12.500 hectares, área quatro vezes maior que a do Parque Nacional da Tijuca e em sua fauna existem mais de 500 espécies raras, algumas em extinção. Já a flora tem espécies exuberantes como o pau-brasil, o palmito juçara entre outras. O acesso ao Parque pode ser feito em três guaritas: uma na Taquara (Núcleo Pau da Fome), outra em Realengo (Núcleo Piraquara) e a terceira em Jacarepaguá (Núcleo Camorim). Visitações de terça a domingo, das 9 às 16h30.

OPINIÃO
Infelizmente este maravilhoso acervo encontrado em Jacarepaguá, com raríssimas exceções, está caindo aos pedaços.
É uma pena que tal fato esteja acontecendo. Constatamos o descaso por parte do órgão responsável pela conservação do patrimônio da região. Se analizarmos friamente iremos concluir que esse desmazelo abrange a maior parte dos nossos patrimônios.
É nosso dever participar de passeio e palestras e transmitir a importância da conservação desses pontos turísticos.
Venho há muito tempo acentuando: “Um povo que não tem memória, não tem futuro”. Esta é uma afirmação que não pode ser desmentida por mostrar a verdadeira realidade desses fatos.
Vamos economizar um pouco nos fogos de fim de ano, quando os nossos dirigentes queimam milhares de reais, sem qualquer retorno e destiná-los a eternização dos monumentos que preservam a História.

 

Carlos Araujo
araujo.histo@gmail.com 
(publicado na Edição 59 do Jornal Nosso Bairro Jacarepaguá)

A prática de esportes no verão

Como relaxar e curtir os dias de folga de forma saudável

Muitas pessoas aproveitam o período de férias para ir à praia. Mas nada de ficar só na água ou tomando sol. Férias não são desculpas para escapar dos exercícios físicos. Praticar esportes é uma boa opção para o verão. Da areia ao mar, conheça algumas dicas sugeridas pela professora de Educação Física, Elisabeth Marques. Portanto, fique atento às restrições de horários e locais permitidos para a prática dessas atividades.

Vôlei de Praia
Na areia fofa, essa atividade exige mais esforço do que na quadra. Serve como exercício aeróbico e muscular, pois fortalece os membros superiores e inferiores, além do sistema cardiovascular.

Altinho
É praticado em uma roda de amigos, em que a bola não pode cair. Além dos diversos benefícios físicos, desenvolve a socialização dos participantes, pois não há competição.

Futebol de Praia ou Beach Soccer
Talvez seja o mais praticado dentro e fora da praia. Proporciona melhor condicionamento físico e aumenta a massa muscular, fortalece as pernas e desenvolve exercícios anaeróbicos, que são piques de curta duração.

Surfe
Esporte solitário, em que a disputa é com o mar, pela melhor onda. Excelente exercício cardiovascular. É uma atividade complexa, que trabalha toda a musculatura e desenvolve o equilíbrio e a coordenação motora.

Futevôlei
É um esporte que mistura os princípios do vôlei e do futebol. Realiza trabalho cardiorrespiratório e ajuda a fortalecer a musculatura das pernas.

Uma partida de futebol entre amigos

Os encontros informais que ganham espaço entre os adeptos do esporte

Pelada, racha ou rachão são algumas denominações atribuídas a partida de futebol improvisada por amigos, que geralmente ocorre aos finais de semana ou feriados. Uniformes, tamanho do campo, ou até mesmo time vencedor, não são os itens mais importantes. O objetivo principal da partida é a diversão e a confraternização dos amigos. 

Um esporte com o objetivo lúdico de entretenimento e descanso, a pelada é uma instância amadora do futebol, sendo praticada em qualquer espaço livre que permita a movimentação de jogadores. As condições climáticas nem sempre influenciam na partida, é o que garante o coordenador comercial Rodrigo Sousa, de 30 anos, que faz parte do grupo de peladeiros denominado “Paga duas, paga duas”. “Basta o campo estar em boas condições que o futebol acontece, pois o objetivo do nosso encontro é reunir os amigos. Não é só para jogar futebol, mas também jogar uma conversa fora”, explica Rodrigo, que faz parte do grupo há nove anos.
As peladas contagiam gerações, como conta o representante comercial Walter Walliter, de 55 anos, que faz parte do grupo denominado “Dom Quixote” há uma década. O grupo começou a partir dos encontros frequentes de pais que levavam seus filhos até a porta da escola. Na época surgiu uma amizade e com isso eles decidiram marcar algumas partidas de futebol. “Sem que percebêssemos o grupo de peladeiros se formou e cresceu com o tempo. Hoje, mesmo com o passar dos anos, as peladas permanecem e inclusive nossos filhos jogam com a gente”, orgulha-se Walter.
Ao contrário do futebol profissional, a pelada quase não tem regras. Dois participantes já são o suficiente para começar uma partida. Nem sempre há presença de goleiros e a divisão dos times muitas das vezes segue critérios como “com-camisa” X “sem-camisa”. Sem um tempo determinado de duração, o jogo não tem hora certa para acabar, pois o principal objetivo é a diversão entre os participantes.