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Audiência pública debate construção de autódromo no Rio de Janeiro

Vereador Célio Lupparelli denuncia crime ambiental e convoca participação da população.

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A Justiça do Rio de Janeiro voltou a autorizar, dia 05 de agosto, a realização de uma audiência pública virtual sobre a construção do novo autódromo do Rio de Janeiro. A sessão havia sido suspensa por decisão judicial e acontece nesta sexta-feira, 07 de agosto, às 19 horas.

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A construção do novo autódromo está prevista para acontecer  em área cedida pelo exército, em Deodoro, na Floresta do Camboatá. No entanto, o local é área de proteção ambiental. A audiência, obrigatória por lei,  terá início às 19h. Nela serão discutidos os impactos ambientais da obra. O projeto é contestado por causa das possíveis consequências da obra no ecossistema da Floresta do Camboatá.

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A assinatura do contrato entre a Prefeitura e o consórcio responsável pela obra só poderá acontecer após a aprovação de estudo de impacto ambiental (EIA-Rima) a ser apresentado na audiência pública. Entre os motivos para que não aconteça a construção, estão desde a presença de espécies raras no local como os impactos que podem acontecer por conta da derrubada da floresta nos bairros do entorno, como inundações.

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Em nota, o vereador Célio Lupparelli expõe os problemas que a construção do autódromo pode trazer e convoca a população a participar da audiência pública. Lupparelli denuncia a insistência da prefeitura em construir o autódromo em área de proteção ambiental e coloca a especulação imobiliária como o motivo. Leia, abaixo, a nota completa.

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“A Prefeitura do Rio insiste em fazer crime ambiental. Por que derrubar 200 mil árvores para fazer autódromo? É isso mesmo? Por que a Prefeitura do Rio de Janeiro insiste em exterminar com 150 espécies de árvores, algumas com ameaça de extinção e que ali estão protegidas? Que interesses estão por trás desta louca insistência que contraria os ambientalistas e toda a comunidade? Não dá para desconfiar? Por que extinguir uma floresta que retém grande volume de água da chuva, evitando inundações nos bairros do entorno e que mantém o equilíbrio térmico das áreas de Deodoro, Guadalupe e Ricardo de Albuquerque? Quem é inocente para acreditar que a Prefeitura quer derrubar 200 mil árvores e matar inúmeros animais como aves, tatus, jacarés, cachorros do mato e insetos para gerar empregos para a população pobre? Esse papo é velho e mentiroso, pois, em Jacarepaguá havia autódromo e não houve geração de empregos. Conversa fiada, como sempre. Por que acabar com a última área de Mata Atlântica plana na Cidade, para fazer autódromo e ceder 40% do terreno para a especulação imobiliária? Entenderam? Aqui, está o X da questão: ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA. Cheiro de imundície”

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Ha outros espaços para construir autódromo, ao lado da floresta? Por que a Justiça liberou a realização da audiência pública hoje, mesmo com indicios de fraudes nos laudos de órgãos.

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Vamos lutar contra esse crime ambiental. Participe da audiência pública hoje e mostre a sua reprovação a esse absurdo em nossa cidade.  Use o link abaixo. Cidadania é participação ativa!

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O link para inscrição tem três possibilidades:

1  Lista de Presença

2  Falar

3  Enviar perguntas

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É importante se inscrever nos dois primeiros, de prefêrencia ainda hoje:

https://riomotorpark.com/novo-autodromo

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